Quem não lembra daquele homem de calça jeans, cata-ovo surrado, camisa preta e o mau humor mais cretino já visto? Seu Madruga é uma lenda viva (ou não) que marcou várias gerações com seus bordões inesquecíveis como “Que que foi, que que foi, que que há”. O personagem interpretado por Ramón Valdés vivia entre tapas injustiçados, 14 meses de aluguel atrasado e a filha sardenta de baixo conhecimento intelectual; praticamente o vagabundo da vila juntamente com Chaves. Vamos pensar um pouco… pai solteiro, desempregado, roupas esfarrapadas, tatuagem visível, aluguel atrasado, algo nos induz a pensar que Madruga bebia o que ganhava, pois com esse histórico não poderia ser muito diferente disso.
Ator mexicano e de memória privilegiada, Ramón atuou em alguns filmes antes de Chaves, o mais famoso dele é Cantinflas que data de 1960, onde interpreta um famoso comediante mexicano, mas é estranho assistir algo com Ramón não sendo Seu Madruga.
Valdés não conseguiu fugir do legado de seu personagem, com o seriado chegando ao fim em 1978, Ramón atuou apenas em peças teatrais escolares das suas filhas, em todas as peças executou o papel do inesquecível Madruga.
Ramón Valdés deixa saudades desde 1988, ano em que faleceu de câncer de pulmão devido ao consumo excessivo de cigarro.
Algumas filosofias de Madruga:
· "Sou pobre, porém honrado!".
· "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena".
· "As pessoas boas devem amar seus inimigos".
· "Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar".
· "Não existe trabalho ruim; o ruim é ter que trabalhar".
- SEU MADRUGA PROFESSOR